Nacionais Maioria esmagadora da categoria valoriza direitos trabalhistas e rechaça pejotização Redação Redação | Fonte: Contraf-CUT 25 de ago de 2025 às 17:08 A+ A- A Contraste Fonte Facebook WhatsApp Copiar Link A 27ª Conferência Nacional dos Bancários iniciou os trabalhos neste sábado (23) com a aprovação do Regimento Interno e com a apresentação da Consulta Nacional à categoria. “A Consulta é uma ferramenta de diálogo com a categoria, para apurarmos quais as prioridades para a Campanha Nacional. Neste ano não temos negociações da Campanha, mas fizemos a Consulta Anual à Categoria para entendermos o momento que estamos vivendo em nosso país”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. O levantamento de dados da Consulta Campanha Nacional da Categoria Bancária 2025 ocorreu entre 15 de maio e 11 de julho de 2025 e obteve 33.482 respostas em âmbito nacional com trabalhadores de todos os bancos com atuação no país. Preferência por emprego formal Os resultados do levantamento revelaram que a categoria se importa com o emprego de qualidade e rechaça a pejotização. Na pergunta "Pensando no futuro de sua carreira profissional, o que você prefere?", 67,3% escolheram as alternativas “ter um emprego com carteira assinada em um banco privado” ou “ter carteira assinada em um banco público”. Outros 21% escolheram opção “aprovação em concurso público em outro setor”. Enquanto somente 9,2% desejariam abrir própria empresa ou trabalhar de modo autônomo, como PJ no ramo financeiro. “Se considerarmos, juntas, as alternativas emprego com carteira assinada o resultado é que 88,3% da categoria preza pela segurança dos direitos trabalhistas”, destacou Juvandia. Sobre impactos da tecnologia Na questão sobre qual a melhor maneira de os bancos repartirem seus ganhos provenientes da inovação tecnológica com os trabalhadores, com possibilidade de escolherem até duas alternativas, as respostas foram: 79% respondeu "aumento de remuneração fixa" 32%, "aumento de remuneração variável" 29%, "garantia de emprego" 20%, "redução da jornada de trabalho” 8%, "oferecimento de cursos de capacitação em TI” Saúde Ao serem questionados se o ambiente de trabalho nos bancos traz impactos negativos para a saúde mental da categoria bancária, 85% afirmaram que sim, contra 7% que não. Não souberam responder 8%. Questões de políticas públicas A Consulta Nacional 2025 também trouxe perguntas relacionadas às políticas sociais, com impactos econômicos para a vida dos trabalhadores bancários. Na questão "Pensando na realidade financeira de sua família, quais itens têm maior peso no orçamento doméstico", podendo responder até três opções, o resultado foi: 75%: preço dos alimentos no domicílio 40%: custos com saúde 35%: custo das cotas de consumo 34%: custo com moradia 28%: preço dos alimentos fora do domicílio 24%: custos relacionados à mobilidade PLR e IR O importante debate em torno do projeto de lei (PL) de isenção do Imposto de Renda (IR), para quem ganha até R$ 5 mil/mês e descontos para quem ganha até R$ 7mil/mês, também foi colocado em pauta. Para 67% a proposta é "muito importante" e para 23% "importante". Somente 6% consideraram "pouco importante" e 4% "nada importante". Foi perguntado ainda se concordavam com a cobrança de uma alíquota mínima de 10% de IR para a população de alta renda, medida que também está prevista no projeto de lei citado acima. As respostas foram: 75%: concordam 14%: discordam 11%: não souberam responder A Consulta Nacional sondou a respeito da ampliação da isenção na PLR. A pergunta, foi formulada da seguinte maneira: Fruto da luta do movimento sindical o IR na PLR tem faixa de isenção que atualmente está em R$ 7.640,80 ao ano. Por outro lado, os dividendos recebidos por acionistas de empresas são isentos. Como forma de aumentar a justiça tributária no país, qual a importância de elevar a isenção do IR na PLR? As respostas foram: "Muito importante" para 81% "Importante" para 14% "Pouco importante" para 3% "Nada importante" para 2% Desigualdade salarial Com relação à percepção da desigualdade salarial entre homens e mulheres: 35% indicam que há desigualdade, mas o banco tem adotado ações para melhorar. 17% afirmam que há desigualdade e o banco não tem adotado nenhuma ação. 48% acreditam que não há desigualdade salarial. “Por isso é tão importante a Lei da Igualdade Salarial entre Homens e Mulheres sancionada pelo presidente Lula. Depois da Lei, o Itaú teve que fazer um reajuste salarial para 3 mil funcionárias para se adequar à lei”, disse a presidenta da Contraf-CUT. Tags: #SEEBF/PI; Contraf-CUT; Consulta Nacional; Emprego; Conferência Nacional 2025 Fonte: Contraf-CUT